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Greve de ônibus em Salvador

Esta quarta-feira (23) começou agitada em Salvador e Região Metropolitana. Com a greve dos ônibus, decretada pelo Sindicato dos Rodoviários, estudantes, trabalhadores e pessoas que precisam resolver problemas do dia a dia alteraram a rotina e buscam meios de cumprir seus compromissos. Confira em tempo real como a capital e RMS estão vivendo este dia sem coletivos da frota urbana.

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A greve continua!

A audiência de conciliação terminou sem acordo no TRT5, às 16h05. Até segunda ordem, a paralisação dos rodoviários continua, pelo menos, até a próxima segunda-feira (28), às 16h30, quando ocorrerá o julgamento do caso na própria corte. 

Durante a audiência, os advogados das partes trocaram acusações, reclamaram da postura adotada em cada lado, e, finalmente, não chegaram a um consenso sobre as propostas colocadas durante a sessão.
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Sessão retomada
Após um intervalo, a audiência de conciliação no TRT5, que tenta mediar os interesses de rodoviários e patrões, foi retomada, com uma ligeira discussão entre o advogado das empresas de ônibus, Saul Quadros, e o diretor do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira. "Vocês não querem trabalhar, é isso que vocês querem", acusou Saul.

Acompanhe a audiência ao vivo
A audiência de conciliação entre rodoviários e donos de empresas para, possivelmente, encaminhar um acordo entre as partes sobre a greve de ônibus em Salvador pode ser acompanhada ao vivo no vídeo abaixo. A nova rodada de negociação é mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT5) e ocorre na sede da corte, no bairro de Nazaré. Assista:

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Prejuízo no comércio de rua
Na Baixa dos Sapateiros, muitas lojas abriram tarde e fecharam cedo. Antes das 14h, essa loja de móveis já estava de portas baixas.

Foto: Alexandre Lyrio/CORREIO
"Isso as que abriram. Porque muitas não tiveram funcionários", disse um vendedor da vizinha Lojas Americanas, que ainda resistia. "Daqui a pouco a gente fecha. Só vieram três dos oito funcionários. Está às moscas", lamentou o vendedor, que preferiu não se identificar.
Presidente da Associação de Lojistas da Baixa dos Sapateiros (Albasa), Ruy Barbosa calcula que os prejuízos são de quase 100%. "Zero! Não vendi nada. E ninguém vendeu. Quase 100%", diz.
13h30
Km 9 da Estrada do Coco, na altura da localidade de Catu de Abrantes, com trânsito parado. A situação seria um reflexo da manifestação de caminhoneiros, que ocuparam duas faixas, uma em cada sentido, na BR-324, próximo ao Makro, em Salvador. Grupos de motoristas estão fechando rodovias em diversos pontos do estado para protestar contra as altas dos combustíveis, em especial, o diesel.

Foto: Ingrid Salles/Leitora CORREIO
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13h10
O prefeito ACM Neto informou, durante entrevista à TV Bahia, que acredita que haverá entendimento pelo fim da greve. "O ambiente dessa manhã de negociação é melhor tanto por parte dos empresários quanto dos rodoviários de construir um entendimento. Nos bastidores começamos a conversar e dialogar uma proposta. A gente está na confiança grande que isso vai avançar. Não depende da prefeitura e sim dos rodoviários e empresários. Estamos fazendo apelos sucessivos para haver uma conciliação. Os empresários sinalizaram que podem ultrapassar a casa dos 2% de reajuste. É o que a prefeitura está tentando costurar nos bastidores", afirmou o prefeito. 

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Graça até na desgraça...
E, é claro, os soteropolitanos não perdem o bom humor nas redes sociais e brincam com as diversas situações provocadas pela greve. Teve gente comemorando a dispensa do trabalho, zoando com os pontos vazios e muitas postagens de gente fazendo graça até na desgraça. Clique aqui para ver os memes que estão circulando pela web.

Foto: Reprodução
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O único movimento no Instituto de Letras da Ufba, em Ondina, é o das urnas para eleição de reitor e vice-reitor. João Carlos Salles e Paulo Miguez concorrem em chapa única. As mesas devem funcionar até o fim da tarde. Hoje é o último dia para votação.
Foto: Tharsila Prates/CORREIO
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As empresas de ônibus de Salvador serão multadas em R$ 1,12 milhão (um milhão e cento e vinte mil reais), segundo informou o secretário de Mobilidade, Fábio Mota. As concessionárias serão multadas pelo fato de não terem cumprido a decisão judicial de colocar frota mínima nas ruas nesta quarta (23). Na decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT5), emitida ontem (22), o desembargador Renato Mário Simões havia determinado que os rodoviários mantivessem 50% dos trabalhadores em atividade das 5h às 8h e das 17h às 20h (horários de pico), e 30% nos demais horários. Contudo, nenhum ônibus saiu.
Em entrevista à TV Bahia, Jorge Castro, representante das empresas de ônibus, informou que caberia ao Sindicato dos Rodoviários colocar os ônibus na rua.
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Algumas pessoas ainda resistem e esperam um transporte alternativo ou um micro-ônibus nos pontos de Salvador. No Rio Vermelho, ainda tem gente esperando...

Ponto de ônibus na Rua Oswaldo Cruz, ao lado do colégio Manoel Devoto(Foto: Marina Silva/CORREIO)
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Ufba pede 'compreensão de docentes' durante a greve
A Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba) divulgou nota pública na manhã desta quarta-feira (23), informando mudanças na rotina por conta da greve de ônibus. "Compreendendo que a deflagração de greve pelos rodoviários nesta quarta-feira, 23 de maio, prejudica fortemente a circulação na cidade, pede a compreensão da comunidade quanto a eventuais descontinuidades ou atrasos em alguns serviços. Em especial, pede a compreensão dos docentes quanto à provável redução da presença dos estudantes nas diversas unidades e atividades da UFBA e solicita, no melhor interesse acadêmico, que evitem tanto realizar avaliações quanto atribuir faltas enquanto durarem os efeitos dessa paralisação", afirmou a universidade.

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TRT julga acordo hoje à tarde
O TRT mudou a data e vai realizar a audiência de conciliação entre empresários e rodoviários de Salvador na tarde desta quarta-feira (23). Caso não haja um acordo hoje, só haverá outra reunião na próxima semana. E agora, será que vai?

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'Não há previsão para o fim da greve', diz Sindicato dos Rodoviários

Não há previsão para o fim da greve de ônibus em Salvodor. Pelo menos é o que afirma o Sindicato dos Rodoviários. Em entrevista ao CORREIO por volta 10h30 desta quarta (23), o assessor de comunicação do sindicato da categoria, Hugo Freitas, informou que não houve nenhum tipo de contato com os patrões e nem tentativa de negociação hoje.
"Sobre o dissídio coletivo, não tenho o que falar, pois não houve atualização. Tem uma liminar que pede para que rodemos 50% da frota, mas não ficou claro como isso deve acontecer. As empresas precisam divulgar a lista de trabalhadores com uma convocatória pra quem deveria rodar. Não é papel do trabalhador ir para a garagem sem saber", pontua Freitas. 
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Pontos vazios
Agora, os pontos de ônibus de Salvador já estão vazios. Quem estava nas ruas conseguiu um micro-ônibus ou desistiu de ir trabalhar. O clique abaixo é na Avenida ACM, próximo ao Hiperposto.

Foto: Evandro Veiga/CORREIO
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Ufba vazia
O estudante de Administração Manoel Moreira, 26 anos, está no campus de Ondina para almoçar no Restaurante Universitário da Ufba. Na faculdade, que fica no Canela, teve as duas primeiras aulas, mas os professores liberaram mais cedo. A das 10h40 não teve e ele aproveitou pra ir para Ondina, onde o RU funciona. Manoel sempre pega o Buzufba - ônibus fornecido pela Ufba - e hoje não foi diferente. "O prejuízo foi não ter aula. Vim porque não cancelaram as aulas antes", disse.

Foto: Tharsila Prates/CORREIO
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O autônomo Juarez Andrade, 40, saiu do bairro de Santa Cruz no início da manhã para resolver pendências no Iguatemi. Por volta das 10h20 ele estava aguardando um coletivo para poder voltar pra casa. "Tenho dez minutos aqui e não passou nem um micro-ônibus ou van. Não é que não passou para Santa Cruz, não passou para lugar nenhum", disse. Ele disse que estava cogitando pegar um dos carros clandestinos que faziam fila no ponto de ônibus em frente à Catedral da Fé, no Iguatemi. Para a Santa Cruz a corrida saia por R$ 3,70, valor da passagem de ônibus, mas para outros bairros o preço subia. "O movimento estava maior mais cedo, mas está tendo passageiros", contou um dos clandestinos, que pediu para não ser identificado.
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Passageiros aguardam condução na Estação da Lapa; vans e micro-ônibus circulam pela cidade (Foto: Amanda Palma/CORREIO)
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10h30
O porteiro Rui Rodrigues, 34, precisa assistir uma aula na autoescola, às 12h, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), sem ônibus vai ter que pegar uma van que costuma passar no ponto já com todos os assentos ocupados. Rui já espera o transporte alternativo há cerca de 30 minutos no final de linha do bairro de Paripe conhecido como Escola Menor. Se não chegar a tempo na cidade vizinha para a aula, vai ter que pagar para receber as orientações para retirada da carteira de motorista.

Foto: Nilson Marinho/CORREIO
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Só tem vento! 
Salas vazias no Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Foto: Tharsila Prates/CORREIO
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Tem comida, mas cadê os estudantes? 
O restaurante universitário da Ufba, em Ondina, vai funcionar, mas o número de funcionários está reduzido.

Foto: Tharsila Prates/CORREIO
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São 9h40, mas o trânsito continua complicado nas principais vias de Salvador nesta quarta-feira sem ônibus. Olha como está a Avenida Garibaldi:
(Foto: Naiana Ribeiro/CORREIO)
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A PM informou que o policiamento foi reforçadoem pontos de ônibus, estações de metrô e nas principais vias de Salvador. 

(Foto: Milena Teixeira/CORREIO)

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Justiça recebe pedido de julgamento de dissídio coletivo de rodoviários 
O Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT5) informou na manhã desta quarta-feira (23) que recebeu um pedido por parte do sindicato dos donos de empresas de ônibus para julgamento do dissídio coletivo do reajuste dos rodoviários. O dissídio coletivo é instaurado quando não ocorre um acordo na negociação direta entre trabalhadores ou sindicatos e empregadores. Ausente o acordo, os representantes das classes trabalhadoras ingressam com uma ação na Justiça do Trabalho. 

De acordo com o TRT o pedido do dissídio foi protocolado na noite de terça-feira (22) por volta das 22 horas. O TRT informou que precisa de até 24 horas para notificar os rodoviários sobre o pedido do julgamento do dissídio. A previsão é que a primeira audiência aconteça às 14h desta quinta-feira (23) na sede do TRT. Nesse primeiro momento é feita uma tentativa de conciliação para colocar fim ao impasse. 
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Rodando na panha
Se muitos passageiros estão enfrentando dificuldades para ir trabalhar outros estão tendo o mesmo problema para voltar para casa. O funcionário de um hospital no Costa Azul contou que a empresa disponibilizou vans para levá-los para casa, mas que está rodando desde cedo pela cidade. "Meu plantão encerra as 7h, e eu chego em casa entre 7h45 e 8h. Hoje estou levando o dobro do tempo porque a vans estão rodando desde cedo para deixar os funcionários em casa. São muitos bairros. São 9h e eu ainda não cheguei", disse. Ele contou que alguns colegas que deveriam render as equipes que saíram às 7h ainda não conseguiram chegar no trabalho. Outros arranjaram caronas, desceram próximo e seguiram andando até o hospital.

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Suburbana com trânsito intenso!

Quem está trafegando pela Avenida Suburbana também está encontrando um tráfego bastante intenso na manhã desta quarta-feira. 
(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)
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Tá tenso na BR-324
O movimento de veículos está intenso na BR-324. No Bom Juá sentido Bonocô o fluxo de veículos está super lento. Os carros estão com velocidade de no máximo 50km/h. 

Foto: Leitor CORREIO/Via WhastApp
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Ferry de boas!
A Internacional Travessias Salvador, administradora do sistema Ferry-Boat, informa que estão em operação os ferries: Ivete Sangalo, Rio Paraguaçu, Anna Nery e Dorival Caymmi com saídas nos horários regulares (de hora em hora). A embarcação Juracy Magalhães Jr. está em stand by e poderá realizar viagens a qualquer momento. Nesta manhã, o fluxo de veículos e pedestres está tranquilo nos dois terminais, São Joaquim e Bom Despacho.

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"A decisão de não colocar nenhum ônibus é nossa", diz rodoviário

Na garagem G2 da empresa Plataforma, do consórcio Integra, que fica no bairro da Praia Grande, nenhum dos 260 ônibus que fazem 15 linhas, saiu para circular pela cidade, mesmo a prefeitura de Salvador entrando na Justiça para garantir que 30% da frota estivesse circulando nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira.
(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)
Os motoristas permanecem na garagem e, segundo eles, nenhum coletivo deve sair para às ruas. A prefeitura exigiu também 50% da frota em horários de pico. Ainda segundo a categoria, a decisão de manter os ônibus parados partiu dos próprios trabalhadores.
"A decisão de não colocar nenhum ônibus é nossa, não tem orientação de sindicato. Foi horrível o que os patrões fizeram, não colocaram uma proposta na mesa", disse o motorista José Roberto, 53, na garagem da empresa Plataforma .
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Ônibus não saíram da garagem da empresa Plataforma, em Praia Grande
Ônibus não saíram da garagem da empresa Plataforma, em Praia Grande (Mauro Akin Nassor/CORREIO)
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Mototaxistas de braços cruzados?!
Em um ponto de mototáxi montado no Alto do Cabrito, os mototaxistas, diferente do que imaginavam, permanecem de braços cruzados desde às 5h da manhã. Até 7h40 desta quarta-feira, nenhum dos três colegas de profissão haviam feito sequer uma corrida. O mototaxista Luiz Cláudio, 36, que também é motorista de ônibus, disse que, diferente da última greve que aconteceu no domingo  (20), que pegou todo mundo de surpresa, a paralisação desta quarta já era esperada pela população que, por sua vez, se preveniu contra a redução da frota de ônibus. 

"Já era esperado por todo mundo. Quem não deixou de ir pro trabalho, pegou carona. Já era de se esperar que houvesse a redução das corridas em relação à última paralisação, mas do jeito que tá, sem nenhuma viagem, não", lamenta Luiz. 
(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)
Leandro da Silva, 26, aproveitou a falta de ônibus no domingo. Em uma dia normal, durante a semana, ele consegue fazer em média 100 viagens. No domingo, realizou 170 - grande demanda para um final de semana. 
"A minha expectativa era de que eu fizesse bem mais que 170, até porque, no domingo, nem todo mundo sai de casa. Diferente de uma segunda, quarta, quando as pessoas precisam trabalhar", conta.
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Carona solidária
A professora Fernanda Gomes, 36, precisou de uma carona para chegar no trabalho no bairro de Itacaranha. Um colega ficou responsável por fazer o transporte dela e de outros professores. O problema é que, caso a greve se estenda até esta quinta-feira (23), Fernanda não vai ter como chegar ao serviço. Isso porque o colega motorista deve faltar ao trabalho.  "Não me sinto segura em pegar um carro alternativo. É um meio de transporte que todo mundo entra, não tem um controle. Com as catracas livres também", acredita Fernanda. O esposo da professora, preocupado com a segurança da mulher, a levou até a Baixa do Fiscal, melhor ponto encontro para carona. "Me preocupo com a segurança dela. Faço isso todos os dias, mas hoje mas do que nunca", disse o técnico Ubirajara Nolasco, 33.

Fernanda e Ubirajara: apoio e ajuda com carona solidária para trabalhar 
Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO
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As garagens não abriram as portas nesta quarta. Trabalhadores não foram trabalhar, e os coletivos estão estacionados. Olha como está a garagem da empresa Plataforma, do Consórcio Integra, em Praia Grande
(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)
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#FocoNaCarona
Em dia de greve de ônibus quem tem amigo tem tudo! O agente de saúde Ubiratan Santana, 43 anos, por exemplo, não encontrou nenhuma opção de transporte para chegar ao trabalho que fica no bairro do Rio Sena. Para chegar na Baixa do Fiscal, melhor ponto de encontro para uma carona, ele teve que andar cerca de 15 minutos a pé da Liberdade o bairro. A carona foi cedida por uma colega que mora no bairro da Pituba. "Estou aqui no ponto de ônibus há uns 20 minutos, durante esse tempo, não vi passar uma linha para o Rio Sena. Mesmo tendo, não me sinto seguro em pegar", disse o agente de saúde. 

Ubiratan achou carona solidária para chegar ao trabalho
Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO
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O metrô está registrando movimento abaixo do normal nessa manhã de greve dos rodoviários. Trens com quantidade de passageiros inferior ao normal no horário de pico. Plataforma acesso norte, uma das mais movimentadas, com procura menor que o normal também . "Todos os dias eu pego o metrô na linha 2 e venho apertado como se estivesse numa lata de sardinha. Hoje está tão vazio que vim até sentado", diz o nosso repórter Gil Santos.
Foto: Gil Santos/CORREIO
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Na falta de buzu....engarrafamento de carros
Sem opção de ônibus regular na cidade o fluxo de veículos está intenso em algumas vias de acordo com a Transalvador. Há intensidade na avenida San Matin, Suburbana e Retiro. Além disso o fluxo está intenso na Avenida Paralela. No sentido aeroporto o trânsito segue intenso, mas sem retenção. O motorista deve ter atenção redobrada pois a pista está molhada.

Avenida Paralela está com fluxo intenso
Foto: Gil Santos/CORREIO
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No ponto, mas sem ônibus
Na Estação da Lapa passageiros improvisaram 'ponto' para esperar Uber, carros  de empresas ou carona
Foto: Milena Teixeira/CORREIO
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Espera nos pontos
Na região do Center Lapa, em Salvador, tem passageiro que está esperando o ônibus há mais de uma hora. A atendente de nutrição Carmelinda doa Santos, 55, disse que chegou no ponto de ônibus por volta das 6h15.

"Eles falaram que iam rodar com metade da frota, mas eu não vi foi nada. Não tem um ônibus na rua", contou ela
(Foto: Milena Teixeira/CORREIO)
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O Sindicato dos Rodoviários estima que 10 mil trabalhadores estão de braços cruzados na manhã desta quarta-feira.

Uma decisão da Justiça determinava que 30% da frota estivesse nas ruas durante o dia e, nos horários de pico, 50% da frota, mas não foi o que aconteceu.

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Micro-ônibus atacados
Os micro-ônibus do Sistema de Transporte Complementar (Stec) estão circulando em Salvador e Região Metropolitana nesta quarta, mas, no início da manhã alguns foram apedrejados e impedidos de sair. Saiba o que aconteceu aqui!

(Foto do leitor/Via WhatsApp)
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Na Estação da Lapa, também está tudo tranquilo. Quem usa apenas o metrô,
não vai encontrar problemas nesta quarta-feira
 

(Foto: Milena Teixeira/CORREIO)
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A Estação Rodoviária do metrô tem movimento tranquilo nesta quarta-feira
(Foto: Milena Teixeira/CORREIO)
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Veja por onde vão passar os micro-ônibusdurante a greve dos rodoviários de Salvador

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Lucro na greve
Teve gente que aproveitou a greve para lucrar mais. O motorista Antonio Carneiro, por exemplo, costuma rodar uma van dentro da cidade de Lauro de Freitas, mas com a greve ele alterou a rota. "Eu já peguei minha autorização pra rodar em Salvador. Vou rodar pela Orla até o Rio Vermelho. Comecei a tabalhar às 5h e já peguei muito passageiro", falou.

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Greve surpresa
A greve pegou autônomo Pedro Segundo, 44 anos, de surpresa. Ele chegou da cidade de Campo Formoso, interior do estado, na madrugada desta quarta, mas não consegui chegar ao seu destino final, que é no município de Camaçari. "Eu estou esperando, mas nao passou um ônibus. Vou ter que desembolsar mais de R$ 100 de táxi pra chegar em Camaçari. Essa situação quebra o peão", disse ele.

(foto: Milena Teixeira/CORREIO)
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Transporte clandestino
A empregada doméstica Raineria Souza Carneiro, 27 anos. Ela conta que precisou pegar um transporte clandestino para  sair da cidade de Vilas de Abrantes e seguir até o seu local de trabalho, na região do Iguatemi. "Peguei uma van clandestina pra chegar no metrô, porque eu não ia ficar arriscando minha vida em ponto de ônibus.  Tirei a passagem do bolso, porque o carro que eu peguei não faz integração. Agora, estou preocupada é com a volta pra casa", contou ela. 

Os vendedores ambulantes e colaboradores do projeto social Manassés também foram prejudicados. Cleiton de Oliveira, por exemplo, disse que não vai ter como trabalhar hoje. "Estamos aqui pela fé. Acho que vai ser difícil trabalhar hoje sem ônibus", contou ele.
(Foto: Milena Teixeira/CORREIO)
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Por volta das 6h20, a Estação Mussurunga ainda estava vazia. "Esse é o horário de mais pico aqui, geralmente tá lotado, mas o pessoal não veio", contou o ajudante de pedreiro Antonio Luis.

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Ainda de acordo o diretor adjunto do departamento jurídico do Sindicato dos Rodoviários, Pedro Celestino, nenhum ônibus está circulando na cidade.
" Estávamos prontos para cumprir a liminar, mas os trabalhadores entenderam que esse percentual é abusivo. Não existe paralisação com 50% da frota na rua. Não é justo que nosso movimento seja abortado por causa um de desembargador. Não pode garantir o direito dos outros tirando o nosso", disse o sindicalista. 
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O presidente da Associação Geral de Taxistas de Salvador (AGT), Ademilton Paim, informou que a categoria estará pronta para atender a população durante a greve e que os usuários podem conseguir descontos de até 30%.
“ Os descontos variam de acordo com a corrida, mas o passageiro também pode abordar o taxista no ponto e sugerir um valor promocional. Táxi não tem corrida dinâmica”, diz Ademilton.

Fonte: Correios 24 Horas

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