$type=grid$show=home$count=4$cate=0$rm=0$sn=0$au=0$cm=0

Veja o que é #FATO ou #FAKE na entrevista de Guilherme Boulos ao G1 e à CBN

Candidato do PSOL foi o entrevistado nesta segunda-feira (17). Série de entrevistas contará com todos os presidenciáveis.
Guilherme Boulos (PSOL) é entrevistado pelo G1 e pela CBN
G1 Eleições 2018
Guilherme Boulos (PSOL) é entrevistado pelo G1 e pela CBN
O candidato do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos, foi o entrevistado do G1 e da CBN nesta segunda-feira (17).

A série de entrevistas contará com todos os presidenciáveis. Veja o cronograma completo.

A entrevista foi mediada pelos jornalistas Cláudia Croitor e Renato Franzini, do G1, Milton Jung e Débora Freitas, da CBN, e pelo comentarista Gerson Camarotti, do G1 e da CBN.

A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Guilherme Boulos. Leia:

“Hoje nós investimos 5,5% do PIB em educação, que é um patamar baixo e nós vamos aumentar. E, desses 5,5%, menos de 2% é da União, que mais arrecada. O grosso da carga fica com os estados e municípios”
Fato — Foto: G1

A declaração é #FATO. Veja o porquê: De acordo com dados do relatório intitulado "Aspectos Fiscais da Educação no Brasil", do Tesouro Nacional, o Brasil gasta atualmente em educação pública, de fato, cerca de 6% do PIB.

O aumento do investimento do PIB em educação está na meta 20 do Plano Nacional de Educação (PNE). O objetivo é atingir 7% do PIB até 2019, e 10% do PIB no final da vigência do plano, em 2024.

Ainda de acordo com dados do Tesouro Nacional, a despesa com educação da União passou de 1,1%, em 2008, para 1,8% em 2017. No ano de 2017, o gasto primário com educação da União totalizou cerca de R$ 117,2 bilhões, sendo R$ 75,4 bilhões com educação superior e R$ 34,6 bilhões em educação básica.

“R$ 283 bilhões que o estado brasileiro deixa de arrecadar com desonerações fiscais”


Fato — Foto: G1
A declaração é #FATO. Veja o porquê: O governo federal enviou para o Congresso o Orçamento deste ano com previsão de R$ 283 bilhões em gastos tributários, que são gastos indiretos do governo realizados por intermédio do sistema tributário, como isenções, reduções de alíquotas e deduções, segundo conceito adotado pela Receita Federal. Dados do Ministério da Fazenda mostram que 28% desse gasto são com isenções do Simples Nacional e 10% com isenções e deduções do imposto de renda.

A equipe do Fato ou Fake checou declaração similar feita em 4 de setembro por outro presidenciável: Geraldo Alckmin, do PSDB.

“O Lula foi condenado com base em delações apenas (...) sem ter uma única prova”
Fake — Foto: G1
A declaração é #FAKE. Veja o porquê: O ex-presidente Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão na Operação Lava Jato, em julho de 2017, no caso que envolve um triplex no Guarujá (SP). O juiz Sérgio Moro baseou a decisão em provas documentais, periciais e testemunhais.


Veja o resumo das provas consideradas por Moro para condenar Lula:

documentos apreendidos na casa de Lula sobre o triplex;

documentos apreendidos na sede da cooperativa Bancoop;

documentos apreendidos na OAS;

notas fiscais da OAS e outras empresas contendo itens da reforma do imóvel;

mensagens de celular de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, se referindo ao projeto do "chefe" e para marcar com a "madame";

mensagens no celular de Paulo Gordilho, arquiteto e ex-executivo da OAS, citando reformas em "sítio" e "praia";

testemunhos de Paulo Gordilho declarando que tinha conhecimento de que o triplex estava reservado para Lula desde 2011;

mensagens no celular de Marcos Ramalho, executivo da OAS, citando visita ao triplex de Fábio Luis, filho de Lula, em 2014;

testemunhos de funcionários da OAS que disseram que a empreiteira não costumava personalizar imóveis à venda;

testemunho de gerente da OAS, que disse ter acompanhado visita de Lula e Marisa ao triplex no início de 2014;

testemunho de engenheira da OAS, que disse que acompanhou visita de Marisa e Fábio ao apartamento em agosto de 2014;,

testemunho de funcionário da empresa Kitchens, que confirmou a contratação para duas cozinhas, no triplex e de um sítio em Atibaia;

testemunho de sócio da Tallento, que disse que acompanhou visita de Marisa e Fábio ao triplex;

testemunho de zelador do Solaris, que confirmou visita de Lula e Marisa e de nenhum terceiro;

depoimento de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, confirmando o esquema criminoso da Petrobras e que se reuniu com Lula para tratar do triplex em 2014;

depoimento de Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor da área de Óleo e Gás da Construtora OAS, confirmando o pagamento de propinas na Petrobras e que ouviu que o triplex e o sítio em Atibaia seriam debitados do crédito do PT com vantagens indevidas;

nota do Instituto Lula, de 2014, com incongruências;

contradições de Lula em interrogatório.

Na decisão na 2ª instância do caso do ex-presidente, em que os desembargadores mantiveram a condenação e aumentaram a pena para 12 anos e 1 mês, também foram consideradas provas documentais, e não apenas delações, como diz o candidato. O relator João Pedro Gebran Neto citou em seu voto, por exemplo, a existência de documentos rasurados sobre o imóvel no condomínio em Guarujá encontrados na casa de Lula e na Bancoop.

“Nenhum regime previdenciário é autossustentável em si. Regime previdenciário tem que ser visto também como subsídio. Previdência é política social. Está previsto, desde a Constituição de 1988, as fontes de arrecadação para a Previdência: Contribuição Social sobre Lucro Líquido, PIS, Pasep, Cofins. Isso é hoje sistematicamente desviado da seguridade social e da Previdência. 30% de DRU, Desvinculação das Receitas da União, que destina esse recurso para pagar juros da dívida pública para banqueiro e agiota”

Fake — Foto: G1

A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Ao contrário do que afirma o candidato do PSOL, os regimes previdenciários podem ser autossustentáveis, sem subsídios públicos, ainda que a maioria dos países opere com sistemas que asseguram aos aposentados ao menos uma renda mínima.

O modelo de previdência capitalizada, especialmente de contribuição definida, não gera déficit. Nesta modalidade, que foi adotada pelo Chile na década de 1980, cada trabalhador faz a própria poupança, que é depositada em uma conta individual, em vez de ir para um fundo coletivo. Enquanto fica guardado, o dinheiro é administrado por empresas privadas, que podem investir no mercado financeiro.

O valor da aposentadoria no sistema capitalizado é definido somente na hora da concessão do benefício, com base no saldo da poupança acumulada com as contribuições do trabalhador e da rentabilidade das aplicações que ele fez enquanto estava na ativa. O valor da aposentadoria é proporcional ao saldo da conta na data de concessão do benefício.

Como esse modelo depende exclusivamente das contribuições dos trabalhadores, geralmente não é utilizado em previdências públicas, porque pode acabar gerando aposentadorias com valor muito baixo. O Chile migrou o sistema de previdência para a capitalização durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), mas, em 2008, foi aprovada uma reforma no país sul-americano que criou um sistema em camadas, como existe em diversos países europeus.

Em muitos países, aponta a Organização Iberoamericana de Seguridade Social, o regime capitalizado tem contribuição tanto do trabalhador quanto do empregador, como ocorre na Colômbia e na Costa Rica.

Estudo desenvolvido pela Consultoria Legislativa do Senado destaca outro sistema que também tem por definição equilíbrio previdenciário, adotado, por exemplo, na Itália, na Suécia, na Polônia e na Noruega. Neste modelo, a gestão das contas previdenciárias é pública, sem aplicação no mercado financeiro. O cálculo do benefício é feito da mesma forma que no sistema capitalizado, só que com juros de indicadores da economia, em vez do resultado das aplicações financeiras.

Em relação ao trecho da declaração no qual Boulos fala das fontes de arrecadação, o consultor de orçamento da Câmara dos Deputados na área previdenciária Leonardo Rolim afirma que há uma confusão entre seguridade social e Previdência. Segundo Rolim, seguridade engloba Previdência, assistência social, saúde e proteção ao emprego.

Por lei, as receitas obtidas com arrecadação de PIS e Pasep não podem ser utilizadas na Previdência Social. A DRU (Desvinculação de Receitas da União) — mecanismo que permite ao governo gastar livremente uma parte de suas receitas — também não incide sobre contribuições previdenciárias, somente sobre as demais contribuições da seguridade social.

"Sabe qual foi o investimento em inteligência policial este ano no estado do Rio de Janeiro, Milton? Foi R$ 250"

Fato — Foto: G1
A declaração é #FATO. Veja o porquê: O estado do Rio de Janeiro investiu apenas R$ 258 em informação e inteligência na área de segurança pública até o mês de abril deste ano, dado mais recente disponível. Em janeiro e março, o governo do Rio não investiu na área. Em fevereiro, gastou R$ 223 e em abril, R$ 35. Os números são da Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento do Rio de Janeiro e estão disponíveis no Portal da Transparência. No acumulado do ano, para toda a pasta da Segurança Pública já foram investidos R$ 6,681 bilhões.

No ano passado, foram investidos R$ 2.470 em informação e inteligência de segurança pública no Rio de Janeiro.

“Você amontoa um monte de gente em presídios, quase 40% deles sem condenação, sem julgamento sequer em primeira instância. Outros 30% deles por porte de drogas para consumo”

Não é bem assim — Foto: G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: De acordo com o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), do Ministério da Justiça, do total da população encarcerada no Brasil, 40% são, de fato, de presos provisórios. Os dados se referem a junho de 2016 e são os mais atualizados do governo.


O percentual de presos ligados a drogas é próximo de 30%. De acordo com o Infopen, os crimes de tráfico correspondem a 28% das incidências penais dos encarcerados nas prisões brasileiras. Mas não é possível dizer que as prisões são decorrentes de “porte para consumo”.

As penas para o porte para consumo próprio são advertência, prestação de serviços à comunidade ou medida educativa. Ou seja, a pessoa responde em liberdade. Já no caso do crime de tráfico, a pena varia de 5 a 15 anos de prisão.

Pela lei, para definir se o preso é um usuário de drogas ou um traficante, o juiz leva em conta a quantidade apreendida, o local e as condições em que se desenvolveu a ação, além da existência ou não de antecedentes. Essa mesma interpretação é feita pelo policial, quando prende, e pelo promotor, quando denúncia.

Especialistas se dividem. Para alguns, a legislação permite que usuários acabem recebendo penas dadas a traficantes. Para outros, ela é cumprida de forma correta.

A diretora no Brasil da Human Rights Watch, Maria Laura Canineu, diz que "a lei deixou uma subjetividade grande na determinação de quem é traficante ou usuário”. “Pela nossa experiência e nas visitas que fazemos aos presídios, percebemos que há um número grande de pessoas cumprindo penas por porte de quantidade pequena de drogas.”

Já a vice-presidente institucional da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil, diz que “qualquer pessoa presa em condição de traficante é traficante, não importa a quantidade”. “É preciso analisar como o tráfico está implantado nos territórios. No Rio, com as UPPs, o traficante passou a vender em pequenas quantidades, com um papelote, dois. Aí ele busca na fonte e fica nesse trabalho de formiguinha. Então não é porque ele porta uma pequena quantidade que ele é um usuário apenas. E uma outra coisa que as pastorais não consideram é que, em geral, pelas características de pobreza do país, quase todo usuário trafica para manter seu vício."

Fonte: Por G1, O Globo, Extra, CBN, Valor, GloboNews, TV Globo e Época

COMMENTS

Nome

#OLabinho,4,=,1,Acidente,1,Assassina,5,Auto-ajuda,4,b,3,Bahia,683,Barra da Estiva,1,Brasi,7,Brasil,2998,Brasília,1,chuva,3,chuvas,7,Claudia Wild,5,CNH,2,comercio,36,Copa,1,Correios,12,Corrupção,246,D'jane Silva,6,Dança e Cultura,2,Denúncia,423,Denûncia,67,Desabamento,10,Destaque,1951,Detran,3,Distrito Fedral,2,Economia,383,Educação,66,Eleição,138,Elizeu Rosa,31,Emprego,29,Encostas,1,Energia,19,Entretenimento,199,Esporte,18,Eunápolis,9,Europa,1,Feira de Santana,15,FUNAI,1,Futebol,3,Google,6,Governo,42,Greve,14,Ilhéus,24,Indígenas,5,Inflação,5,Internacional,42,Internacional.,56,Internet,2,Itabuna,20,Jequié,77,Justiça,47,Lauro de Freitas,17,Meio Ambiente,31,Migrantes,28,Mundo,242,N,1,Natureza,15,Noticias,2246,Notícias,3063,Paulo Afonso,2,Pobreza,10,poli,6,Policia,119,Polícia,352,Politica,840,Política,2576,Porto Seguro,14,Religião,17,Rio de Janeiro,4,Rural,2,Salvador,325,Saúde,165,Segurança Pública,162,STF,1,Tecnologia,28,Teixeira de Freitas,15,Terroristas,4,Trânsito,44,transporte,76,TRE,5,TSE,2,Violência,237,Vitória da Conquista,29,w,2,www,1,
ltr
item
Ebahia News: Veja o que é #FATO ou #FAKE na entrevista de Guilherme Boulos ao G1 e à CBN
Veja o que é #FATO ou #FAKE na entrevista de Guilherme Boulos ao G1 e à CBN
https://s02.video.glbimg.com/x720/7023057.jpg
Ebahia News
http://www.ebahianews.com.br/2018/09/veja-o-que-e-fato-ou-fake-na-entrevista.html
http://www.ebahianews.com.br/
http://www.ebahianews.com.br/
http://www.ebahianews.com.br/2018/09/veja-o-que-e-fato-ou-fake-na-entrevista.html
true
6004791991803311525
UTF-8
Todas as publicações Não foi encontrada nenhuma postagem VER TUDO Mais informação Resposta Cancelar resposta Delete Por Home PAGES POSTS View All RECOMENDADO PARA VOCÊ LABEL ARQUIVO PESQUISA TODAS AS PUBLICAÇÕES Não encontrou nenhuma correspondência de pós com seu pedido Voltar Início Sunday Monday Tuesday Wednesday Thursday Friday Saturday Sun Mon Tue Wed Thu Fri Sat January February March April May June July August September October November December Jan Feb Mar Apr May Jun Jul Aug Sep Oct Nov Dec just now 1 minute ago $$1$$ minutes ago 1 hour ago $$1$$ hours ago Yesterday $$1$$ days ago $$1$$ weeks ago more than 5 weeks ago Followers Follow THIS CONTENT IS PREMIUM Please share to unlock Copy All Code Select All Code All codes were copied to your clipboard Can not copy the codes / texts, please press [CTRL]+[C] (or CMD+C with Mac) to copy